Tragédia na manhã desta quarta, na África: Mais de 100 alunos foram sooterrados em desabamento de escola

Outra tragédia envolvendo crianças numa escola, abala o mundo, na manhã desta quarta-feira. Diferentemente do Brasil,  onde oito alunos e duas  funcionárias perderam a vida, numa escola em Suzano-SP., um edifício residencial que abrigava uma escola de ensino primário desabou na manhã desta quarta-feira (13) em Lagos, na Nigéria. Segundo informações da emissora BBC, ao menos oito crianças perderam a vida.

Segundo autoridades do país, mais de 100 estudantes estavam no local no momento do desabamento e cerca de 40 deles já foram retirados dos escombros com vida. A escola ficava localizada no topo de um prédio de três andares.

Além das crianças, diversas famílias viviam no edifício. Segundo Ibrahim Farinloye, porta-voz da região sudoeste da Agência Nacional de Gerenciamento de Emergências, “acredita-se que muitas pessoas, incluindo crianças, [ainda] estejam presas no prédio”.

Após o desastre, muitos pais se dirigiram até a escola e ao Hospital Geral da Ilha de Lagos em busca de informações. Diversos curiosos também foram para as imediações do prédio acompanhar as operações de resgate.

As imagens da área transmitidas por vários canais de televisão e pelas redes sociais mostravam uma multidão em torno dos escombros do prédio e os pais do clamor desaparecido, enquanto imploravam para salvar seus filhos.

“Ainda estamos tentando descobrir quantas pessoas estão presas dentro”, disse o policial Seun Ariwyo. Provavelmente, eles são “muito numerosos”.

Os colapsos de construção são frequentes na Nigéria, o país mais populoso da África, com cerca de 181 milhões de habitantes, devido a deficiências de construção e a não conformidade com os regulamentos. Em setembro de 2014, 116 pessoas perderam a vida no desmoronamento de um prédio de seis andares. A investigação encontrou falhas estruturais no edifício, construídas ilegalmente. Em dezembro de 2016, pelo menos 60 pessoas também não resistiram quando o teto de uma igreja desabou na cidade de Uyo, no leste do país.